quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Amsterdam - Parte 2

Anne Frank dispensa apresentação, e visitar o lugar onde escreveu o seu diário, para mim,  era um dos momentos mais esperados desta viagem. Felizmente comprei a entrada online, já que a fila no local era  para lá de gigantesca. 
Quanto à visita, do inicio ao fim, a atmosfera que se sente ali é pesada e emocionante. 
Anne Frank é um dos nomes mais conhecidos das vitimas da 2ª Guerra Mundial, mas ali pensamos em todas as "Annes" que sofreram horrores há 70 anos atrás. A crueldade do ser humano não tem limites e infelizmente e pelo que tenho visto nos jornais nos últimos tempos, o mundo não aprendeu e não melhorou. 

Decidimos não ficar por ali e fomos até a um conhecido bairro judeu em Amesterdão. Passámos pelo museu histórico, pela Sinagoga Portuguesa, por um monumento de homenagem às vitimas de Auschwitz. Pensámos que a casa onde cresceu Anne Frank tivesse lá situada, mas após perguntas a locais e pesquisas na Internet percebemos que estávamos no lado contrario da cidade.

Da parte da tarde ainda numa tentativa de encontrar a casa de Anne Frank, saímos numa estação de Tram bem distante do centro. Olhámos em volta e percebemos que estaríamos a perder demasiado tempo e que dificilmente a encontraríamos. Até que o N. decidiu entrar num livraria e perguntar. Eu sigo-o e quando oiço a senhora a dizer "Sei sim senhor, e se quer que lhe diga mais foi nesta loja que a Anne e o seu pai compraram o diário". E foi ali que ganhei o dia. O dia e um diário novo. Sim, porque comprei um diário no local onde Anne comprou o seu.

Nesse mesmo quarteirão podemos passar pelo número 37, o local onde viveu e no chão podemos ver placas de homenagem à família Frank. Ainda na mesma rua existe uma estátua de homenagem à pequena Anne.
© um mundo a três

© um mundo a três

© um mundo a três

© um mundo a três

© um mundo a três

© um mundo a três

© um mundo a três

© um mundo a três

© um mundo a três

© um mundo a três

5 comentários:

  1. O Diário de Anne Frank foi dos livros que mais me marcou. Li-o na adolescência e ainda hoje me lembro bem. Gostava muito de conhecer esses locais.

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  2. Bela reportagem. Adorei. Obrigada por partilhares!

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  3. Já te passou pela cabeça que a senhora diz essa história a toda a gente para vender coisas da loja? Nomeadamente diários, rsss :D

    Vi um documentário sobre reencarnação faz muitos anos. Uma das senhoras nele, dizia ter memórias muito vividas de um certo lugar e sempre disse aos pais que o seu nome era outro e que eles não eram os seus verdadeiros pais. Uma vez na Holanda, mesmo nunca tendo estado nessas bandas, ela foi direitinha à casa de Anne Frank. Mesmo sendo difícil de localizar, mesmo sem ninguém lhe ter dito nada. Ela foi e assim que ficou ali referiu logo o que tinha mudado: "Os degraus são diferentes", "Os degraus eram de madeira" (ou algo assim), "A cor era diferente" e descreveu o espaço (que já tinha sido alterado) com detalhe.

    Ela recordava-se ter sido Anne Frank.
    Curioso, não?
    Dá que pensar...

    Eu não sei se acredito em reencarnação por si, mas acredito em energias e estas, misturam-se umas com as outras. E as memórias de outras pessoas podem sim entrar nas de uma outra. Logo na concepção, na nascença ou até mais tarde... Afinal, o que cria o espírito? Uma alma? O como, só Deus sabe!

    Mais tarde a moça foi esquecendo... Como quase sempre acontece.
    Acho que todos podia-mos recordar-nos de muita coisa se não fosse por esta capacidade de esquecer que apenas alguns têm avariado :)

    PS: Fui procurar, podes ler aqui:
    http://portugalparanormal.com/index.php/topic,17783.0.html


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  4. Aqui tens video:
    https://www.youtube.com/watch?v=xcUX8ZIwxIk

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  5. Portuguesinha - No caso em questão a senhhora não estava a mentir, tendo em conta toda a história que nos foi contada e tudo o que confirmei depois, é absolutamente verdade. Aquele local não é turístico, nós caímos ali por pura coincidencia e não me parece que venda muitos diários por lá, só na cabeça do meu marido é que lhe passou aquilo pela cabeça. A senhora achou piada à ideia e como viu que era só pelo simbolismo deu-lhe um diario de 3 euros, o meu marido é que pediu um normal. Se fosse pelo negócio tinha lhe dado logo um de 20 certo? ;)

    Quanto à reencarnação, é um tema complexo, mas no fundo acredito :)

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